O que é UX/UI design?
UX/UI reúne dois trabalhos conectados. O design de experiência do usuário (UX) trata da experiência inteira de usar um produto, dentro e fora da tela. O design de interface do usuário (UI) trata de como a interface se parece e se comporta.
Você costuma ver os dois escritos juntos porque um produto precisa de ambos. Mas cada um tem suas próprias habilidades, então cargos e equipes os dividem de jeitos diferentes. Conhecer a diferença ajuda você a escolher por onde começar e a ler descrições de vagas com confiança.
Funciona para as pessoas?
- Pesquisa
- Fluxos
- Estrutura
- Testes
É claro e agradável de usar?
- Tipografia
- Cor
- Layout
- Componentes
Design de experiência do usuário (UX)
UX design é entender o que os usuários precisam e então moldar um produto que facilite chegar ao objetivo deles. O foco é como as pessoas se movem por um app, site ou serviço, e o quanto isso é fácil.
No livro The Elements of User Experience, Jesse James Garrett descreve a UX como cinco planos empilhados, como um iceberg. A maior parte do trabalho fica abaixo da superfície, onde os usuários nunca veem.
- Estratégia: pesquisa sobre os usuários e o negócio. Que problema estamos resolvendo, e para quem?
- Escopo: transformar essas necessidades em funcionalidades e conteúdos específicos.
- Estrutura: o mapa do site e os fluxos. Como as páginas são organizadas e conectadas.
- Esqueleto: wireframes. Onde cada coisa fica em cada tela, antes dos detalhes visuais.
- Superfície: o design visual que as pessoas de fato veem e tocam.
- SuperfícieUIO design visual que as pessoas veem e tocam.
- EsqueletoUIWireframes: onde cada coisa fica em cada tela.
- ↑ Os usuários veemOs usuários nunca veem ↓EstruturaUX + UIOs fluxos e como as páginas se conectam.
- EscopoUXAs funcionalidades e o conteúdo a criar.
- EstratégiaUXNecessidades dos usuários e objetivos do negócio.
Design de interface do usuário (UI)
O UI design foca na tela, os dois planos de cima do iceberg. Ele cobre o design visual (layout, cor, tipografia e o espaço entre as coisas) e a escolha dos componentes certos, guiada por histórias de usuário e wireframes.
Designers de UI muitas vezes precisam de habilidades de design gráfico para ícones e tipografia, e de uma noção prática de como funciona o código de front-end, para conversar com desenvolvedores.
Interfaces não são só telas. Interfaces gráficas são as visuais, que tocamos e clicamos. Interfaces de voz, como fazer uma pergunta a uma caixa de som inteligente, funcionam pela fala. Interfaces de gestos respondem aos movimentos do seu corpo. O objetivo de quem faz UI é o mesmo em todas: ajudar as pessoas a chegar ao objetivo com o mínimo de esforço.
Como UX e UI trabalham juntas
UX e UI são fáceis de confundir, e muitas vagas misturam as duas. Uma interface linda sem pensamento de UX pode ser elegante, mas confusa, e deixar de lado o que os usuários realmente precisam. UX sem UI pode resolver o problema certo, mas parecer desajeitada e passar pouca confiança.
Num projeto, quem faz UX normalmente traça o caminho: pesquisa problemas, testa ideias e usa personas para que os usuários estejam representados em cada etapa, dos primeiros rascunhos aos mapas do site, wireframes e protótipos. Quem faz UI dá vida a esse caminho: posiciona os elementos, equilibra o espaço, escolhe combinações de cores com contraste suficiente e garante que o produto seja acessível e inclusivo.
- “Só preciso ver a minha semana.”
- “Por que ele vive me deslogando?”
- Será que a troca de plantão deu certo?
- Não tenho tempo de aprender isso.
- Tira print da escala para conferir depois
- Abre o app nos intervalos curtos
- Correndo entre um paciente e outro
- Aliviada quando está tudo claro
Uma UI ruim pode desfazer uma boa UX
Imagine um app que resolve um problema real e comum de um jeito novo. A pesquisa foi sólida, as funcionalidades eram as certas e a jornada do usuário foi mapeada. Centenas de pessoas o baixam no dia do lançamento.
Aí elas o abrem. O texto vermelho sobre fundo preto é difícil de ler. Não há busca, então encontrar qualquer coisa significa vasculhar todos os menus. As pessoas desistem. Todo o bom trabalho de UX se perde porque a interface falhou.
E uma boa UI não salva uma UX ruim
O Google Glass, lançado para desenvolvedores em 2013, é um exemplo conhecido. Boa parte da interface funcionava: dava para enviar mensagens, tirar fotos e consultar informações num relance. Mas o produto nunca respondeu a uma necessidade clara das pessoas, e usar uma câmera no rosto gerava preocupações sociais e de privacidade bem reais.
A lição para designers: comece pelas pessoas e pelo problema. Uma superfície caprichada não conserta um produto de que ninguém precisa.
O designer em forma de T
A maioria dos designers acaba com um perfil em forma de T: conhecimento amplo em pesquisa, interação, conteúdo e design visual, e habilidade profunda em uma ou duas áreas. Você não precisa escolher sua especialidade no primeiro dia. O curso dá primeiro a barra larga e depois deixa você se aprofundar em uma trilha.
← Amplo: o suficiente para colaborar →
- Pesquisa
- Interação
- Conteúdo
- Visual
- Prototipagem
- Noções de código
Experimente: estude ótimas experiências
Abra dois produtos que você usa com frequência, por exemplo Airbnb e Uber. Para cada um, anote três coisas que o tornam fácil de usar. Depois encontre um momento que frustra você e escreva como o consertaria. Comece uma pasta de exemplos que você gostaria de recriar à medida que suas habilidades crescem.
